Sunday, September 17, 2006

Errar para os lados da heresia é coisa que a cada passo pode surgir no caminho de quem pensa e de quem pensa como se deve pensar, isto é, não como alguma tarefa que se executa em horário fixo ou que serve para escrever artigos ou para dar aulas, mas como uma função de todo o ser, como um esforço não só para a clareza, a plenitude de visão, a intuição das ideias, mas, ainda mais, para as integrar no próprio teor da vida

Agostinho da Silva
"Riscos Heterodoxos", As Aproximações, 1960, in Textos e Ensaios Filosóficos II, pp. 67-68

3 Comments:

Blogger h said...

hoje acordei assim, talvez um acordar que não fosse apenas o de hoje...com uma imensa necessidade de escrever isto, uma veemência que se impunha de forma terrivelmente urgente, a necessidade de escrever "isto", que li há algumas semanas, ainda na praia....
e dei comigo a pensar que aquilo por que me/nos interesso/mos, é aquilo por que os outros à nossa volta se interessam; a forma como pensamos e aquilo que defendemos, é o que lemos nalgum livro de certo prestígio, e que parece fazer todo o sentido...mas que no fundo não é nosso...assim acho que se passa o mesmo com o amor...a pessoa por quem nos dizemos apaixonados, é alguém que nos foi imposto por circunstâncias da vida, ou porque trabalha no mesmo espaço físico, ou porque conhecemos por frequentar um sítio qualquer em comum...fomos confrontados, estava alí! Se calhar o verdadeiro amor não existe, porque não é um encontro espontaneo, sem ser por acaso, tem que ter sempre uma justificação...

Estou irritada, estou farta de um pensamento romântico...que não me está a levar a lugar nehum...quero pensar noutras coisas, na ciência e ecónomia, mas não consigo fazer conjecturas sobre isso...

e fica aqui este desabafo

1:37:00 PM  
Anonymous Anonymous said...

Não sei se te percebi bem...mas de qualquer forma, não acho que haja alguma coisa imposta...há acasos, vidas cruzadas e nesse encontro há sempre um momento espontâneo...não achas?

8:16:00 PM  
Blogger h said...

olá lis...já tinha saudades!...também não sei se me expliquei bem...
de facto estou confusa! Não sei se realmente existem momentos espontâneos, se esses "cruzamentos" não acontecem por acaso, se têm algum motivo, ainda que por nós desconhecido...continuo confusa

;*
beijo amigo

11:32:00 PM  

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