s/ inspiração
há dias que não escrevo....nada...nada me parece adequado para postar aqui, para prantar à frente de outros olhos aquilo que nem eu mesma sei se me apetece ler...
folheei os livros do Cardoso Pires, mas nem os seus parágrafos directos e incisivos quebravam o gelo da minha branca motivação...escolhi então este poema, que não tem nada a ver com os meus pensamentos neste momento (que mais se ocupam de pensar em por no micro-ondas o bacalhau à moda da minha mãe)...
PODE CAFÉ
ELA PEDE
ELA CORA
ELA QUER
COAR CAFÉ NA MIRA
DE MINHAS ELEGANTES MENINAS
E CORRER PELA LADEIRA UME-DESCIDA
CALCINHA COADOR PELA MANHÃ
ELA CEDE
ELA CHORA
ELA ATÉ
CANTA UM SANGRADO TANGO
E ME DIZ: NÃO ME ZANGO
EM ABRIR GELADEIRAS
QUANDO O QUE FAZ É O QUE QUER
ELA MEDE
ELA MORA
SE ELA DER
UM GRITO NO ESPAÇO
DA COZINHA
É QUE ELA QUER SER MINHA
E FUGIR
SE CAIR EM DESMAIO
NA SALA
QUER VOLTAR PRA SENZALA
E DANÇANDO UM XOTE
APANHAR COM MEU CHICOTE
MIL LAMBIDAS
MIL LAMBADAS
ELA EM PELE
ELA AGORA
ELA AQUI
ME ENGOLE O FERRÃO DO CORPO
E SAI ZOMBANDO DE MIM
Elisa Lucinda, em "O Semelhante"
só agora, depois de transcrever o poema, o compreendi...lenta...estou lenta...
folheei os livros do Cardoso Pires, mas nem os seus parágrafos directos e incisivos quebravam o gelo da minha branca motivação...escolhi então este poema, que não tem nada a ver com os meus pensamentos neste momento (que mais se ocupam de pensar em por no micro-ondas o bacalhau à moda da minha mãe)...
PODE CAFÉ
ELA PEDE
ELA CORA
ELA QUER
COAR CAFÉ NA MIRA
DE MINHAS ELEGANTES MENINAS
E CORRER PELA LADEIRA UME-DESCIDA
CALCINHA COADOR PELA MANHÃ
ELA CEDE
ELA CHORA
ELA ATÉ
CANTA UM SANGRADO TANGO
E ME DIZ: NÃO ME ZANGO
EM ABRIR GELADEIRAS
QUANDO O QUE FAZ É O QUE QUER
ELA MEDE
ELA MORA
SE ELA DER
UM GRITO NO ESPAÇO
DA COZINHA
É QUE ELA QUER SER MINHA
E FUGIR
SE CAIR EM DESMAIO
NA SALA
QUER VOLTAR PRA SENZALA
E DANÇANDO UM XOTE
APANHAR COM MEU CHICOTE
MIL LAMBIDAS
MIL LAMBADAS
ELA EM PELE
ELA AGORA
ELA AQUI
ME ENGOLE O FERRÃO DO CORPO
E SAI ZOMBANDO DE MIM
Elisa Lucinda, em "O Semelhante"
só agora, depois de transcrever o poema, o compreendi...lenta...estou lenta...


7 Comments:
ela agora...
ela aqui...
:)
muito bonito
(lenta? tb eu ando lento..... )
As mudanças de estação alteram-me os ritmos. A lentidão tem as suas compensações, um olhar mais atento aos pormenores, por exemplo.
O poema é delicioso :)
;)...não tinha pensado nisso...nas vantagens da lentidão...só me apercebi dos seus inconvenientes...muitas vezes um simples pormenor marca a diferença!
bjs!
a falta de inspiração, por vezes também me contagia...revejo-me nas tuas palavras...
o poema é lindo.. :)
bjs
olá!!
pois é, quando a musa tarda...tudo parece sem nexo...ou pelo menos com forte nexo...pelos vistos a minha musa tem andado ausente...
bjinhos
h
inspira-te na ausência da musa...por vezes funciona!
.........I'M TRYING!!!
Obrigada
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